
"As coisas nem sempre começam do começo, mas o hoje é sempre o melhor dia para começar as coisas", isso foi o que o Franz respondeu sobre o que o começo do blog deveria falar. Bem, como ele costuma me fazer pensar, então pensei em começar pelo que ele me disse hoje, e como o blog é dele e não meu, perguntei o que fazia ele pensar assim. Daí vamos a outra estória.
O Fraz já trabalhou como botânico. Ele morava numa pensão próxima ao Shaw's Garden e tinha uma colega chamada Louise Sullivan.
Ele me contou muito reservadamente que Louise era muito perfeita, e apesar de não entender muito como uma pessoa pode se medir nesse tipo de intensidade, só entendi uma coisa: Louise se mostrava por um só defeito: não conseguia nunca terminar sua tese de doutorado. E isso já fazia quase toda a sua vida.
Ela descobrira uma forma de pôr em cativeiro uma planta chamada salvages une, uma coisa que o próprio Franz elogiou de forma bem enfática. O caso é que a tese foi resolvida em descrever o comportamento de tal planta em cativeiro.
Entretanto ela não sabia por onde começar, em que dia seria melhor começar a catalogar informação, como organizar a informação, como descrevê-la, como sintetizar ou analisar.... E passava todo seu tempo de trabalho tentando resolver tais questões.
O Franz quando percebeu, enviou uma carta, bem ao seu estilo. Letras garrafais expressavam a frase acima. Mas a carta se perdeu no meio de outros inúmeros papéis de metodologia científica, filosófia, teológica e outras tantas mais em que Louise se afogara.
Franz teve que deixar St. Louis repentinamente e não teve tempo de procurar a colega. Ele me disse que até hoje se pergunta se ela achou a carta.